Quem escreveu fui eu, o
Felipe
às
22:34
O lance do jazzzzz... aquele blues que anda por espaços que
só poucos brancos muito inteligentes andam, aquela rua um pouco quieta demais
com casas de pintura sem pixação, meio mansão, um nível elaborado e belo, bem
arquitetura clássica Da Vinciana, há! Se ele fosse pedreiro... mas o show,
ontem no Syndikat me falou: cara, olha até onde esses caras vão, e não param e
curvas e ladeiras, e ladeiras íngremes, subindo e descendo e solta o freio (e dificilmente
eles soltam). E por uns momentos acho até que eles saíram da estantinha
partituresca, o quarto integrante. O contra baixo é outro lance, à parte. Sem trastes,
antes de morrer eu empunho um daquele. Pra mim um músico que domina o seu
instrumento pode morrer feliz e considerando a vitória do Corinthians, ontem,
aquele gordinho pode morrer sorrindo de orelha a orelha, aquelas coisas que ele
“descobria” em ritmos (porque tava tudo na partitura), me faziam levantar da
cadeira desacreditado, os caras são realmente bons... de música e coração.
Os momentos blues eu vi e reconheço de olhos fechados, na verdade mais de olhos fechados que abertos. O improvisar deles, é como eu disse no início, começa puro e simples, mas começa a entrar em outro lance, espaço que você não acredita, a técnica fluindo quilometricamente e sem fim, eles podem intercalar escalas até... não sei, e talvez nunca saiba. Eu fico nesse mundo de três acordes puros onde o silêncio é o o entendimnto que o Nelson fala, é a reflexão que eu tanto faço, explosão crua e pausa intensa, o blues duro e com um balanço próprio que não vai, efetivamente, longe em lugar, mas alcança subjetividades únicamente sinceras e próprias. Oposição que não diminui nem jazz nem blues, os dois juntos são aquela mulher mágica dos quadrinhos, que na verdade é invenção do vilão pra enganar herói.
O blues é esse caso pessoal, essa dor só sua, esse sorriso que só se espreguiça em você.
Os momentos blues eu vi e reconheço de olhos fechados, na verdade mais de olhos fechados que abertos. O improvisar deles, é como eu disse no início, começa puro e simples, mas começa a entrar em outro lance, espaço que você não acredita, a técnica fluindo quilometricamente e sem fim, eles podem intercalar escalas até... não sei, e talvez nunca saiba. Eu fico nesse mundo de três acordes puros onde o silêncio é o o entendimnto que o Nelson fala, é a reflexão que eu tanto faço, explosão crua e pausa intensa, o blues duro e com um balanço próprio que não vai, efetivamente, longe em lugar, mas alcança subjetividades únicamente sinceras e próprias. Oposição que não diminui nem jazz nem blues, os dois juntos são aquela mulher mágica dos quadrinhos, que na verdade é invenção do vilão pra enganar herói.
O blues é esse caso pessoal, essa dor só sua, esse sorriso que só se espreguiça em você.
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