não não

Pobre assim pobre a mim pode no fim assim
rico até não é nem se quer mas fé é o que diz ser seu
o que de que quer que qualquer Quaquer ou grão drão
Matematicamente sente e não mente ausente e quente
potente do pote frio e quente
quanto... manto a manto encanto de pé de passo em posse apreço
te peço e posso amido meu amigo ajudo meu amigo a quito e ao quito
a coisa e causo e casa comigo e casa eu te digo e te quero comigo
e espero teu umbigo e quero teu rito teu peito teu brilho meu jeito seu...
agora nem penso nem sento nem quero nem falo nem sei se acento ou nissei

...

Poesia é... poesia

Dois pontos mortos: o fim da queda, o corpo caído no chão e o equilíbrio do corpo imóvel na vertical. Todo o espaço da vida e da dança, se desnrola neste "arco entre dois pontos mortos". Doris Humphrey.


“na fila”, “em pé se equilibrando”, “se segurando”, “esmagado”, “saindo/se libertando” (o corpo refletindo), “carregando muitos objetos”, “corpo cansado”, “corpo incompleto”. Ao mesmo tempo um corpo em seu espaço, que cogita permanecer ali, que valoriza seu momento e o que já possui, demonstra estar em conforto.


“na fila”, “sentado assistindo” (em vários lugares, vários espetáculos, varias artes, assistir a plátéia) “relacionando tudo o que viu”(o corpo refletindo), “tentando alcançar mais de uma coisa”, “corpo sedento”, “corpo pleno”. Ao mesmo tempo um corpo em seu espaço, que cogita permanecer ali, que valoriza seu momento e o que já possui, demonstra estar em conforto.


...a pesquisa de movimentos, o corpo será colocado a experimentar em ações tanto no polo do metrô, quanto no polo do CCSP. Encontradas as limitações, a potência de resolução vai trazer a expressão humana para o corpo e seu movimento, trata-se de realidade movimentada. Diferentes estágios de um corpo limitado.


na zoada do arame

no espirro da lama
na farpa da madeira
no som da unha
no estalo do osso
no frio da barriga
na barriga da fome
na mordida da língua

...