Nenhum dia era igual.
Da areia agora olho pro mar
Já estve longe, bem longe daqui
Fechei os olhos e o mar cantou pra mim
Um som sem explicação
O mar, o céu, a areia, ilusão
Falou sobre tudo que tinha ao seu redor
Ele não corria mas dizia que ali era melhor
Eram sempre as mesmas coisas
...
Mas nenhum dia era igual
Ele nunca cantou a mesma música
Sempre tinha o que inventar
Eu me contento em poder olhar
Uma melodia que sempre muda
Mas é muda por não falar
Em se calar tem beleza
A proeza de um sábio
De tão hábil
Não se esquece do seu único lugar
Não existem limites ele diz
Se existem porque ele toca o céu
Que por sí próprio vive o infinito
Sem saber até onde vai
Existem o réu e o Juíz mas nada acaba aí
Ou o que pode acontecer
Quem prova que é o fim (dúvida)
Já nem sei onde estou quase me perdi
Enquanto o mar cantou
Me levou e eu nem vi.


